quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pessoa Humana:a Assis de hoje!

        Senhor, o que queres que eu faça?  "Vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas". O convite de Cristo ao peregrino de Assis é renovado todos os dias a cada um de nós. Um novo chamado, uma nova Assis. A pessoa humana quer se encontrar com o Cristo Crucificado de São Damião  e questionar como São Francisco. Esse encontro pessoal com Cristo é o começo de uma mudança de vida. Diante do caminho que nos é proposto, perdemos a direção, fingimos não enxergar e  nos acomodamos com medo de mudanças. Enquanto, a nossa alma sente como Santa Terezinha, um grande desejo de fazer por Deus todas as obras, um desejo de infinito, uma inquietude que só será acalmada quanto estivermos em sintonia com Deus, sentido de nossa existência, por Ele que é amor somos chamados a viver o amor.
        Um jovem de fé sempre atual, que fala, abraça os leprosos e os mendigos, que cuida da criação e que ama o Deus que habita em todas as coisas, Francisco viu o chamado de Deus nos detalhes, pequenos, quase que impercebíveis. Hoje, Cristo se revela, vemos todos os dias os leprosos do século XXI, mas continuamos surdos aos gritos da Assis atual, das nossas vidas, igrejas, escolas e casas. Muitas vezes estamos atolados, apressados, exaustos...a vida é corrida, sem tempo, sem pausa, é o estresse corriqueiro. Falta o encontro com Cristo! 
     Atualmente, podemos estar envolvidos em diversas pastorais, grupos e movimentos, vida ativa na comunidade, muitos trabalhos e cansaços, queremos anunciar Cristo, evangelizar, porém ainda não O encontramos plenamente, não nos deixamos ser envolvidos pelo amor do Crucificado. O Evangelho é palavra de nossa salvação, mas é muito simples, e nós o enfeitamos e complicamos tudo. Somos a nova Assis, cheia de lutas, dúvidas e medos. A pergunta é a nossa forma de fugir da resposta que ecoa no nosso coração: "Vai e reconstrói a minha Igreja(vida, casa, família, namoro, vida religiosa, comunidade...) que está em ruínas"!

sábado, 28 de setembro de 2013

Vejo tantos Franciscos e Claras, tão jovens!
                                                    tão vivos!


Vejo tantos irmãos, necessitados,
                                                 de Paz e Bem.
                 
                                                  E eu? também.
 Deus é presença em nós,
                                      nos irmãos,
                                     e vai traçando nossos caminhos,
                                      somos únicos, 
                                                             em meio a multidão. 
 Em cada rosto: um Cristo,
                                   é alegre, 
                                         é sofrido,
                                                               é o Senhor a nos chamar.
                                                        Nos convidar!
                                               Vamos lá, reconstruir e reformar.
O amor será amado.
                         E nós? o ponto de partida.
                                                                       
                                            
                                            
                                                               
                                               

“Fazei de nós um só corpo e um só espírito!”


           Paz e Bem! Eu, Edione Mercês, Aspirante Externa da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas, fui à Jornada Mundial da Juventude (JMJ) como peregrina da Arquidiocese de Feira de Santana, representando a minha amada Paróquia do Sagrado Coração de Jesus em Pedrão-BA. Minha voz se uniu a milhões de vozes que cantavam, rezavam e silenciavam profundamente. A Cidade Maravilhosa tem um povo acolhedor e amoroso, fui recebida na Paróquia São Pedro do Mar no Convento das Irmãs Mínimas da Paixão, que abriram a casa e os corações, para todos os peregrinos que lá estiveram hospedados, brasileiros e estrangeiros, as Irmãs e a Comunidade cuidaram de nós como filhos e filhas, fazendo com que vivêssemos o espírito de fraternidade durante todos os dias.

            A JMJ 2013 no Rio de Janeiro fez de cada jovem, um só corpo e um só espírito, todos que estavam em cada parte da cidade maravilhosa falavam uma só língua: Jesus Cristo e por Ele eram conduzidos à luz do Espírito Santo a “ir e fazer discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19).
       A juventude do Papa contagiou a todos que encontravam pelo caminho, com cantos, orações, o colorido das bandeiras, camisas, o simples estar ali; a alegria estava no metrô, nos ônibus, nas filas, mesmo no frio e na chuva, todos os peregrinos venceram o medo do desconhecido e se colocaram a caminho com a mochila e a cruz da jornada no peito, cantavam o hino da JMJ convidando a todos em nome de Cristo.
      Diversos momentos marcaram as Igrejas Vivas, presentes na JMJ, dentre eles: as Catequeses feitas pelos Bispos foram ricas, evangelizadoras, vivenciadas com fé e cheias de testemunhos dos jovens e voluntários; os encontros com o Papa Francisco reuniram milhões de peregrinos que como ovelhas escutavam a voz do Pastor e a conhecia, a Via-Sacra fez com que cada um sentisse as dores vividas em nossa sociedade escandalizada pela violência, pela ganância, a falta de esperança e fé, fomos convidados a carregar junto com Cristo as cruzes do nosso dia-a-dia. Todos esses momentos foram vividos com entusiasmo, Cristo era a palavra que unia a todos e os fortaleciam a cada momento, o sorriso era a linguagem universal e este estava estampado no rosto e no olhar de cada um (a).  
    A JMJ foi o início de uma verdadeira peregrinação na vida dos jovens que foram enviados a testemunhar tudo que viram, viveram e ouviram, tornando-se cristãos protagonistas na vida eclesial e social. Esse foi um momento único para a juventude brasileira e como disse o Papa Francisco: - Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa. “Ide, fazei discípulos!” E é necessário que sejamos discípulos-missionários, nas comunidades, escolas, famílias, grupos, associações, universidades e em todos os lugares onde exista sede de Deus e de cristãos autênticos, que sejam “uma só carne e um só espírito”. Amém!

Texto publicado no blog:http://pronunciandoideias.blogspot.com.br/

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Chamados à felicidade!


A primeira vocação é a vida, somos criados à imagem e semelhança de Deus. A vida é o dom mais precioso que o Pai celeste concede gratuitamente a cada pessoa humana.   Pelo Batismo nos tornamos filhos amados de Deus, e convidados a realizar a vocação cristã, de viver em comunidade e como vocacionados do Pai.  Sendo assim, o Batismo é a fonte de todas as outras vocações e por ele somos convidados a valorizar a vida e a nos colocar a serviço dos irmãos.
            A vocação específica é a realização do chamado à vida, é a missão da pessoa humana, a resposta a essa vocação é pessoal e intransferível. É na vida comunitária que nasce a vocação específica, seja a vocação laical (matrimônio, consagrado ou solteiro), vocação sacerdotal e vocação religiosa; cada pessoa deve passar por um processo de discernimento vocacional, buscando o autoconhecimento para decidir o que realmente quer, respondendo ao chamado de Deus a viver uma vocação específica.
Discernir uma vocação específica não é fácil, pois existem inúmeras possibilidades, muitos convites, é preciso tomar decisões diárias e essa caminhada deve ser pautada na vontade de Deus.  A leitura das Sagradas Escrituras, orações, meditações, o silêncio para escutar o que Deus quer falar e a vivência na comunidade são caminhos que nos fortalece. É importante entender que Cristo não apresenta uma vida sem sofrimentos e com muitas facilidades, pelo contrário, Ele diz “tome a sua cruz, e siga-me ”(Mc 8, 34).
Para Deus, todas as vocações têm o mesmo valor, dessa forma somos chamados à felicidade, cada um por um caminho diferente, para que como São Francisco de Assis, possamos afirmar "É isso que eu quero, é isso que eu procuro, é isso que eu desejo fazer de todo o coração".